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Principal palco da cena alagoana, o Teatro Deodoro, há
mais de 90 anos enaltece a arte e a cultura local.
Sua construção foi iniciada em junho de 1905,
e finalizada em novembro de 1910. Desde então, recebeu
vários espetáculos produzidos por companhias
regionais e nacionais, cuja programação reúne
espetáculos teatrais, dança, música
erudita e popular.
Localizado
no Centro da cidade de Maceió, mais precisamente
em frente à Praça Marechal Deodoro, dispõe
de 680 lugares. No mesmo local num prédio anexo,
funciona o Teatro de Arena Sergio Cardoso, com capacidade
para 200 pessoas.
Entre
os talentos que pisaram neste palco temos nomes como: Paulo
Gracindo, Paulo Autran, Fernanda Montenegro e Bibi Ferreira
entre outros, com clássicos como: “Medeia”
de Eurípedes e “Uma Rua Chama Pecado”
de Tenessee Williams, além de peças produzidas
no cenário local. Trabalhos que obtiveram valiosas
críticas e recomendações, a exemplo
de A Farinhada, maior sucesso de público no Estado,
que levou cerca 1.500 pessoas, numa única noite ao
teatro, através do projeto “Teatro
é o Maior Barato”.
Por
seu caprichado aspecto arquitetônico, seu estilo neoclássico,
com reflexos do barroco, é um dos mais bonitos do
Brasil. Em cada um dos lados da fachada principal do prédio,
encontra-se a seguinte inscrição em latim:
"Castigat Ridendo Moraes" (É sorrindo
que se castigam os costumes), e, "Ars Longa,
Vita Brevis" (A arte supera a vida).
Foi
inaugurado em grande estilo com a peça “O Dote”,
de Arthur de Azevedo, e o monólogo “O Beijo”,
do autor alagoano J. Brito, encenados pela Companhia Teatral
Lucila Perez.
Segundo
a tradição popular, no local onde foi erguido
o Teatro Deodoro, fora iniciada, anteriormente, a construção
de uma igreja, que teria sido derrubada para dar lugar ao
teatro. Em função disso, as pessoas supersticiosas
não compareceram à inauguração,
com medo do castigo divino.
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