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Oriundo do Sul de Pernambuco, este
folguedo penetrou em nossa cultura, inicialmente, como clube
de carnaval, fixando-se posteriormente, como função
natalina. È uma modificação rural do
Maracatu, em que elementos do Pastoril e dos Cocos se misturam
a danças e canções de nítida
influência religiosa negra, sem a participação
da corte e da boneca, como caso daquele.
As dançadoras, vestidas em estilizações
ou adaptações do clássico traje de
baiana (vestidos compridos de florões, blusas de
cor, torços de seda e balangandans de imitação),
dançam e fazem evoluções ao som de
bombos, ganzás e outros instrumentos de percussão.
Este folguedo não possui um enredo determinado, sendo
constituído de uma variedade de cantigas de ritmo
vivo, por isso mesmo denominadas “pancada-motor”.
O grupo canta uma seqüência de marchas: de entrada
(ou abrição da sede), peças variadas
e, por ultimo, a despedida; com nítida influência
da emboladas, com temas sentimentais, líricos e amorosos.
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