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É de tradição
ibérica, assimilados e adaptado pelo nosso povo desde
os primórdios da colonização. Trata
das lutas marítimas entre mouros e cristãos,
a exemplo das mouriscadas da Península Ibérica.
Quase todo cantado e bailado,
é representado numa barca arrumada especialmente
para tal fim, com os participantes caracterizados conforme
seus postos e patentes: Almirante, Capitão-de-Mar-e-Guerra,
Mestre Piloto, Mestre-patrão, Padre-Capelão,
Doutor-Cirurgião, oficiais inferiores, marujos e,
na ultima parte do auto, o embaixador, os guerreiros e o
Rei Mouro.
Os motivos da cantoria passam
a ser, quando da chegada dos cantadores no barco, as características
da embarcação e as peripécias da viagem,
cujo ponto alto, é a disputa entre o Patrão
e o Mestre Piloto.
Na ultima parte do auto, ocorre o encontro entre os “cristãos”
e os “mouros”, e, após a troca de embaixadas,
os dois grupos entram em luta, que culmina com a vitória
dos cristãos e a conversão dos mouros.
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