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“... ô minha gente
dinheiro só de papé, carinho só de
muié e capita só Maceió”.
Característico de Alagoas, o guerreiro nasceu da
mistura do Reisado, Auto dos Caboclinhos, Chegança
e Pastoril, guardando com o primeiro uma grande semelhança,
quebrada apenas pelo maior número de figurantes e
episódios, além de trajes mais ricos e cantigas
mais belas.
È uma seqüência de cantigas dançadas
por um conjunto de bailarinos paramentados de vestimentas
multicoloridas, imitando antigos trajes da nobreza colonial.
È justamente a vestimenta que mais chama a atenção
neste folguedo. Nestes paramentos, as seda, o brocado e
os metais e pedras preciosas são substituídos,
pelo gosto e possibilidade econômica do povo, por
fitas, espelhos, enfeites de árvore de natal, contas
coloridas, diademas e coroas de imitação.
A coreografia é basicamente variada, apresentando
“entremeios”, como no Reisado, destacando-se,
entre estes, o da Estrela de Ouro, da Lira, da Sereia, do
Índio Peri e do Sapo.
Seus personagens são: o rei e a rainha, mestre e
contra-mestre, embaixadores, general, lira, Índio
Peri e seus dois vassalos, mateus, palhaço, catirina,
caboclinho, estrela de ouro, estrela brilhante, estrela
republicana, borboleta, sereia, banda da lua e figuras –
personagens que só cantam e dançam, apenas
para dar mais beleza ao folguedo.
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